80. Geracções

Sou pai da Maria com 16 actualmente, do Manuel com 12 e da Camila com 3 anos.

Tenho 45 anos e estou a mudar radicalmente a forma como vejo a educação dos filhos de hoje. Os pais e os filhos são hoje pessoas muito diferentes dos ideais de família dos anos 80.

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Principais diferenças dos pais de hoje, para os pais da minha Gera acção:

  • São desafiados a aprender muito mais depressa do que a ensinar ou a tentar liderar o caminho dos filhos;
  • O vínculo permanece nos sentimentos de cada um de forma semelhante, no desenvolvimento das crianças, embora a capacidade de exteriorização dos filhos de hoje seja ainda menor do que a dos filhos da minha Gera acção, ou pelo menos é a minha percepção mais particular;
  • Hoje ou aprendemos ou não percebemos. Parece que há menos tempo para estar em ambientes tranquilos e neutros para todos. As agendas são letais e os tempos que outrora foram de partilha livre, são hoje de logística acelerada;
  • Hoje estamos a tentar ainda perceber os filhos, os filhos já ensinam os avós e o facto de termos a população envelhecida, continuará a pressionar os mais jovens a competir em ambientes tremendamente hostis e em certos casos ficam limitados em alguns sonhos e aprendizagens decorrentes da sua própria curiosidade e empreendimento;

A forma como os jovens irão quebrar muitas das dependências que as nossas Gera acções não foram capazes de quebrar ditará as regras para a vida numa sociedade mais inclusiva e com mais oportunidades, num país seco de alternativas e envolvimento social da sua população.

Gostava de continuar participar neste caminho de descoberta e desafios constantes e demasiado acelerados.

Vamos juntos?

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Quase tudo na vida Gera acções. Podemos estar mais ou menos preparados para as suas consequências, mas acredito que num ambiente seguro saudável e livre o futuro estará melhor entregue.

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O mundo está em guerra, mas nem todos os indivíduos precisam de incorporar o radicalismo das pessoas que estão doentes, como se a vida fosse só a guerra pela sobrevivência. Estamos nos limites do inconsciente. Precisamos todos de paz!

Publicado por Ricardo A.

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