68. Máquin.us

Os pressupostos:

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  • Somos pessoas, únicas e complexas;
  • Somos pessoas, que sentimos, que comunicamos e que fazemos;
  • A velocidade de processamento do homem é 60 bits/segundo;
  • A velocidade de processamento da máquina é 0,0000000001 segundos/resposta;
  • Existem iniciativas globais a estudar profundamente o comportamento do cérebro;
  • Existem iniciativas globais a estudar profundamente o comportamento das máquinas que permitem mapear para o computador as sinapses neurais que vão permitindo avançar a ciência e o processamento computacional quase ao mesmo tempo, sem contudo sabermos explicar o funcionamento do cérebro enquanto rede de neurónios;
  • A máquina ainda não tem consciência;
  • A máquina ainda não tem emoções;
  • A máquina ainda não tem consciência das emoções;
  • A máquina ainda não têm experiência nem dados suficientes para entender que os sentimentos estão presentes em quase todas as decisões humanas, com experiência e culturas únicas e complexas, havendo uma divergência de comportamentos muito ampla, e de muito difícil “padronização”;
  • Os filósofos do futuro são um grupo de indivíduos que há muito acreditam na digitalização do cérebro humano, no homem biónico, na conservação do corpo pela tecnologia, na sobrevida causada pela biotecnologia, no “anti-aging” e também na singularidade (este livro foi me oferecido por um amigo: TO-Be a Machine);

Acredito que o futuro das ligações homem-máquina já demasiado evidentes (há autores que dizem que já somos mais produto das máquinas, do que da educação dos nossos pais, familiares e amigos), dado o tempo crescente que temos dedicado à digitalização de todos os tipos de conteúdos humanos. Muita da parafrenalia de armas digitais com que somos massacrados todos os dias, têm muito a ver com a rapidez das ligações e menos com a qualidade dos próprios conteúdos e mensagens. Continuamos a produzir silos de informação verticais com fortes impactos sociais, sem conseguirmos medir e aferir esses impactos na qualidade de vida de uma sociedade viciada e acelerada.

A ideia que gostava de partilhar aqui, tem a ver com o comportamento humano, e a amplitude do mesmo.

O Facebook é provavelmente a empresa que detém maior número de dados relativos a comportamentos humanos. A empresa sabe de forma agregada e baseada no input dos seus utilizadores, como estes se sentem, o que estes comem, o que estes gostam, o que estes comentam, o que estes manipulam, o que estes consomem, o que estes dizem, em que espaços interagem, com quem normalmente discutem, etc, etc, etc….

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Não seria interessante usar essa informação para evoluir a humanidade de uma forma mais positiva, ética, mais equilibrada e com menos terror e guerras?

Que eu tenha conhecimento essa informação é usada actualmente para testar e investigar técnicas de Machine Learning (ML) relacionadas com o comportamento do consumidor, ligadas principalmente ao impacto na publicidade que continua a financiar o desenvolvimento desta empresa, mas também da Google, referindo outro exemplo. Projectos de ML que utilizam o comportamento humano, social, com toda a sua complexidade e diversidade, como base de treino de uma rede neuronal poderia oferecer ao homem informação crítica e predictiva acerca da evolução da humanidade…

Só depois de termos uma noção mais evidente da aceleração que tem tido a evolução da espécie nos últimos 50 anos, é que deveríamos estar mais habilitados a entender como a tecnologia, a biotecnonogia, a engenharia genética e a vida artificial podem ajudar, melhorar, sustentar e desenvolver a humanidade em favor da mesma…

A covid-19 mostrou ao mundo que é possível pararmos todos para pensar em soluções. Contudo a vacina coreana que tem maior índice de eficácia, é pouco comercializada na Europa, apesar do país ter cedido dos direitos para a sua fablricação ao mundo, havendo um português disponível para a fabricar em Portugal.

Não há muitos laboratórios com vontade de a fabricar porque sabem “à priori” que as margens envolvidas no processo são pequenas para as adaptações e investimentos necessários para a sua produção. A indústria farmacêutica lidera sempre.

Não faço ideia do caminho que aí vem no que toca à confiança da nossa sociedade, nas instituições e nos responsáveis pelas políticas públicas nacionais, mas tenho a convicção que poucos portugueses estão a discutir estes assuntos, nos sítios e contextos onde eles deveriam estar a ser discutidos. Ou se calhar até se discutem… e nós não sabemos…

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Adorava ter acesso a mais projectos dentro desta área. Se conhecerem alguma coisa, uma inovação relacionada, ou o lado humano da utilização com grande impacto das sociedades de “tecnologias verdes”, enviem-me, por favor.

Partilho mais 2 iniciativas que nos fazem sonhar:

Teachable Machines by Google

Auto ML by Google

Partilhem a vossa visão, uma vez que todos vamos falhar no que toca ao futuro da humanidade. 🙂

Publicado por Ricardo A.

Business Performance and Sports Analytics

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